Nossas origens: 0 Béarn
Somos a família Marc - uma família brasileira originária do Béarn, de onde o nome de nossa empresa: Biarnesa.
Biarnesa é a habitante do Biarn ou Béarn, nos Pireneus Atlânticos, na região da Aquitânia, na França, de acordo com o idioma daquela região.
Nosso logotipo representa a mulher biarnesa (ou bearnesa) - mais precisamente uma mulher do Vale de Ossau - vestindo trajes tradicionais nas cores da bandeira do Béarn: vermelho e amarelo.
Por que o Béarn?Imaginamos sua curiosidade a respeito da natureza da nossa ligação com o Béarn.
Na verdade, a configuração inicial da família do nosso ancestral Victor Marc modificou-se, e nós, os descendentes do seu filho Oscar Marc, temos atualmente uma grande diversidade de origens: a Itália, a Alemanha, a Áustria, Portugal, a Irlanda...Apesar das origens diversas, das quais temos grande orgulho, sentimo-nos perfeitamente brasileiros. Admiramos o Brasil pelas suas diversas regiões e belezas naturais, bem como pelas qualidades de seu povo, em particular o amor pela família.
Ainda assim, a influência do patriarca Oscar Marc predomina, com relação aos demais ascendentes, e é demonstrada através do nosso amor pelo Béarn. Desta maneira, a nossa ligação com o ramo bearnês da família torna-se evidente, especialmente no que diz respeito à forte coesão familiar, ao respeito à família e à transmissão do patronímico Marc.Por outro lado, a união de Oscar Marc e Clélia Nunan Simch representa a intensa amizade estabelecida entre uma família bearnesa e uma família com forte influência alemã e portuguesa. Uma prova da coexistência harmoniosa das culturas em nossa sociedade brasileira.
À direita, vê-se uma foto mostrando o nosso ascendente Oscar Marc, filho de bearnês (à esquerda da foto), em companhia de seu cunhado Léo Nunan Simch (à direita da foto), neto do casal Wild-Simch, da Alemanha e da Áustria.
O Béarn na EuropaGostaríamos de salientar que não pretendemos apresentar aqui todas as informações a respeito do Béarn. Na realidade, esperamos despertar sua curiosidade sobre esta região com facetas múltiplas.
Assim, apresentamos a você o Béarn, de modo bastante sucinto.
A capital do Béarn é a cidade de Pau. De acordo com o site oficial da cidade de Pau, a cidade de Pau e sua região metropolitana compreendem 140.980 habitantes. Trata-se de um dos centros importantes do sudoeste francês. Sob a perspectiva européia, é delimitada pelas cidades de Toulouse, Bordeaux, Zaragoza, Pamplonae Bilbao.
O Béarn constitui uma viagem permanente entre a tradição e a modernidade. A modernidade do Béarn significa que o seu povo experimenta sua própria transformação de acordo com as suas raízes profundas e culturais. Ainda mencionando o site oficial da cidade de Pau, gostaríamos de destacar alguns aspectos da da economia bearnesa atual. A região metropolitana de Pau constitui, juntamente com as cidades de Toulouse et Bordeaux, o terceiro pólo econômico do sudoeste francês. De fato, a região conta com 40.000 postos de trabalho industrial e pólos de competência em nível internacional, com destaque para as áreas de aeronáutica, agroindústria, química de base e química fina, energia e petróleo. Alguns dos setores fortes na economia regional são a indústria, as novas tecnologias, o setor agroalimentar, o comércio e os serviços, o ensino e a pesquisa. Aliás, não devemos esquecer o setor do turismo, atividade em plena expansão.
O Béarn na Época de Victor MarcNosso ancestral Victor Bertrand Marc nasceu em 1854, em um período denominado pelos historiadores como "século de imobilidade" do Béarn, que vai de 1820 a 1920.
Apesar das iniciativas de Guizot, ministro do rei Luís Felipe que apoiou a manufatura de roupa de mesa, lenços e boinas e, posteriormente, sob o reinado de Napoleão III, e do surgimento do turismo com a construção das primeiras ferrovias na cidade de Pau, em 1862, a história do século XIX foi dominada por condições sócio-econômicas desfavoráveis, além do conseqüente movimento migratório que conduziu grande número de bearneses para a América. As condições de vida no campo não eram boas. Naquela época, os vinhedos representavam uma grande superfície do território do Béarn. Uma calamidade provocada pela incidência da doença Oidium destruiu praticamente todas as colheitas de 1856 até 1858.
Sendo assim, as circunstâncias em que Victor Marc nasceu e nas quais viveu durante seus primeiros anos de vida denotam pobreza: de uma forma geral, as dificuldades da agricultura, acompanhadas da catástrofe que recaiu sobre o vinhedo bearnês com a doença Oidium e, por fim, a fraqueza da indústria e do turismo, atividade que recém principiava e acabava de ser considerada pelas autoridades como uma opção de desenvolvimento.
Em suma, durante aquele período o Béarn vivenciou um processo de despovoamento, de perda dos seus habitantes, sobretudo dos seus jovens do sexo masculino. Que conjectura podemos fazer? Podemos estabelecer conjecturas fundamentadas em probabilidades, justificadas por acontecimentos históricos, sem esquecer que tais suposições são apenas hipóteses não confirmadas.
Como conseqüência lógica de nossas pesquisas, admitimos a hipótese segundo a qual o bearnês Victor Marc decidiu "fazer a América" e instalar-se no sul do Brasil em virtude das más condições sociais do Béarn de sua época.
A DiásporaUma das propostas da Biarnesa, além dos serviços de tradução, é a promoção da reflexão sobre os efeitos da forte emigração do passado nos cidadãos bearneses atuais e em seus descendentes, aproveitando a Internet como via de comunicação.
Uma Perspectiva Cosmopolita dentro da Tradição Agradecemos especialmente a excepcional contribuição cultural de Arnaud Lavignolle, que abriu amigavelmente as portas do Béarn. Este bearnês é um representante da família Lavignolle, do Vale de Ossau, que recebeu em 1953 a Medalha de Vermeil de fidelidade ao Béarn. Arnaud Lavignolle tem grande orgulho do Béarn e destaca o temperamento caloroso das pessoas que lá vivem. Graças a este chefe de cozinha de renome internacional, você poderá descobrir as delícias da gastronomia do Béarn em nosso blog. Precioso testemunha da cultura bearnesa, ele conserva sua herança cultural e promove a difusão das suas tradições em vários países em todo o mundo. Trata-se de um bearnês cosmopolita, ao mesmo tempo tradicional e moderno, que reflete sobre a sua
identidade histórica, porém integra uma dinâmica social internacional. De fato, é compartilhando nossos saberes e nossas idéias com o maior público possível que podemos contribuir para o avanço dos conhecimentos sobre o Béarn.
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